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Em Banjo, Yara Tupynambá apresenta uma composição que articula música e memória por meio de uma construção visual fragmentada e rítmica. A obra sugere uma aproximação sensível entre objeto e atmosfera, organizando elementos que evocam sonoridade e presença a partir de uma lógica visual dinâmica.
A estrutura se organiza em planos sobrepostos, nos quais o instrumento ocupa posição central e se desdobra em direções distintas. A paleta cromática, dominada por azuis intensos, ocres e tonalidades quentes, constrói contrastes que acentuam o ritmo interno da composição. As formas são delineadas por contornos firmes e áreas texturizadas, que alternam padrões gráficos e campos mais abertos. A fragmentação dos planos e a variação de escalas sugerem movimento, como se a imagem acompanhasse a vibração sonora.
Ao explorar a musicalidade como princípio visual, a obra constrói uma leitura que articula percepção sensorial e organização formal. Sua presença se afirma pela relação entre ritmo, cor e estrutura, dialogando com vertentes da arte brasileira que investigam a integração entre figuração e construção plástica.